A decisão tomada permite a interrupção da gravidez até a 24ª semana de gestação. Com isso, o país se torna o quinto da América Latina a permitir a interrupção da gravidez, depois de Uruguai, Cuba, Guiana, México e Argentina.
Na decisão feita no Tribunal Constitucional da Colômbia, após a 24ª semana ainda é crime. A decisão foi vencida de 5 votos a favor e 1 contra.
Com a nova lei, a mulher poderá escolher se quer abortar ou não, independente de se enquadrar nas situações que eram permitidas antigamente: risco na saúde ou vida da mãe, resultado de incesto ou violência sexual e malformação do feto.
Diversas ativistas da organização feminista Causa Justa acompanhavam de perto a decisão, todas vestidas com lenços verdes. Essas, argumentavam que as restrições antigas discriminavam mulheres de baixa renda, por não conseguir meios eficazes (como médico e advogado) para pedir a medida.
Mulheres presas anteriormente por causa do aborto ilegal feito, serão soltas.Além disso, o Tribumal ordenou a implementação de políticas públicas de conscientização da população e garantia do direito de aborto seguro.
"Depois do direito ao voto, esta é a conquista histórica mais importante para a vida, autonomia e realização plena e igualitária das mulheres", afirmou a prefeita de Bogotá, Claudia López.



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