O Observatório do Crack da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) mostrou que o uso de crack nas cidades do Vale vem aumentando de forma rápida.

Segundo o mesmo órgão, 10 cidades foram classificados como alto risco para a infestação da droga. Eles representam 45% da população do Vale. Entre elas, Aparecida, Caçapava, Caraguatatuba, Cunha, Guaratinguetá, Ilhabela, Jacareí, Lorena, Taubaté e Ubatuba. Todos já estavam nessa classificação no último estudo, em 2018.
Outras 12 têm grau considerado médio para o crack. Reunindo 48% dos moradores da região. Importante destacar nessa categoria São José dos Campos, que estava classificada como grau baixo em 2017 e passou para risco médio em 2018.
No município, a apreensão de entorpecentes aumentou no primeiro trimestre deste ano na comparação com 2018, conforme dados da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública). Foram cinco ocorrências contra quatro.
Segundo a polícia, 80% dos homicídios têm relação com o tráfico de drogas. Para especialistas, o crack se espalha de forma alarmante, devido a vários fatores. A droga se tornou um grande problema em razão da alta distribuição, fácil acesso, baixo preço e alto consumo, em decorrência da rapidez com que se instala a dependência.
Ainda no estudo, nove municípios do Vale se enquadram no grau baixo. A cidade de Areias foi a única classificada como “sem problemas” com o crack. Além de outras cinco não terem respondido à pesquisa.
Cada município responde um questionário de 20 questões, para classificar sua própria cidade. "As informações são alimentadas pela prefeitura. Nosso papel é sistematizar a informação para tentar mostrar essa dura realidade", disse o advogado Paulo Roberto Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios.



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